Assinados atos para a implantação do Centro Global de Gastronomia - PARÁ 2030
25279
post-template-default,single,single-post,postid-25279,single-format-standard,tribe-no-js,ajax_fade,page_not_loaded,,select-theme-ver-3.2.1,menu-animation-underline,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12,vc_responsive

Assinados atos para a implantação do Centro Global de Gastronomia

A gastronomia paraense vive um boom planetário e na manhã desta terça-feira, 20, o Governo do Estado formalizou uma iniciativa que pretende transformar o Pará numa referência mundial de turismo gastronômico: foram assinados os atos de implantação do Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade – o Termo de Fomento, garantindo o apoio do governo do Estado e o Termo de Cessão da área que o centro vai ocupar no Parque Ambiental do Utinga.

A cerimônia de assinatura, no auditório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), reuniu autoridades, empresários, chefs de cozinha, a academia e interessados no tema.

O Centro será integrado pela Escola Superior de Gastronomia, pelo Museu do Alimento da Amazônia; Restaurante da Floresta à Mesa; Feira do Produtor Agroflorestal; e um Food Lab (laboratório para desenvolver tecnologias gastronômicas e também novos pratos e uso inovador de ingredientes). A meta é começar a operar em dezoito meses.

Em novembro passado, o Governo lançou através da Sedeme, um chamamento público para que se constituísse uma Organização Social para operar o projeto. A vencedora foi a Organização da Sociedade Civil (OSC) denominada de Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade. Os termos assinados hoje foram entre a Secretaria de Estado de Turismo e a OSC.

“Para nós, na verdade, este processo começou em novembro de 2005, na 1ª Feira de Produtos da Floresta, em São Paulo”, lembra Roberto Smeraldi, diretor da OSC. “Ali o chef Paulo Martins comentou sobre a necessidade de um laboratório para fins gastronômicos, inclusive sobre como acessar novos mercados, e desde então este foi um sonho de todos os envolvidos com culinária no Pará”.

Smeraldi destacou que um diferencial determinante do Centro é que ele será construído numa área de preservação ambiental, o que, no Brasil, ainda soa estranho, “como se preservação fosse algo alternativo à economia, e não fomentador”.

O titular da Secretaria de Turismo, Adenauer Góes, disse que “o arranjo para unir turismo e economia no Pará dá um grande passo, ainda mais quando vemos o contexto em que se insere, o Pará 2030, programa que enfeixa as ações de desenvolvimento econômico do Estado”.

Tiago Valente, presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor), também chamou a atenção para o fato de o Centro de Gastronomia funcionar numa área de preservação.

“Só no final de semana passado, quase trinta mil pessoas visitaram o parque do Utinga”, informou Tiago. “Menos de uma hora depois do fechamento, as capivaras e serpentes, por exemplo, já estavam de volta às vias, sem nenhuma ocorrência extraordinária: nada impede que, na relação com o parque, tenhamos também essa relação com a própria população, com os visitantes do parque e também do novo Centro de Gastronomia.”

O titular da Sedeme, Adnan Demachki, destacou que Turismo e Gastronomia estão entre as 14 cadeias impulsionadas no âmbito do Pará 2030, pelo grande potencial econômico e social e pela função estratégica que, neste momento de sucesso da culinária e dos ingredientes paraenses, a gastronomia desempenha na política de desenvolvimento.

“Mas hoje, é preciso agradecer”, destacou Adnan Medachki. Agradecer à Secretaria de Turismo, que assumiu o protagonismo deste projeto nos últimos meses; ao Ideflor, à Embrapa, à Cosanpa, à Secretaria de Ciência e Tecnologia e sobretudo ao Governador Jatene que não mediu esforços pra viabilizar este projeto”.

Adnan Demachki afirmou ainda que Lima, no Peru, é um dos principais destinos do turismo gastronômico do mundo hoje e que “nada impede que a Amazônia, em especial o Pará, com o Centro Global se torne a médio prazo, referência no turismo gastronômico, aquecendo a cadeia de serviços em Belém e no interior, gerando renda e emprego. Afinal, nenhuma cidade do mundo compete com as essências, aromas e cheiros da Amazônia, finalizou Demachki. Texto e Fotos: Ascom/Sedeme.

Nenhum Comentário

Publicar um comentário