PARÁ 2030 | Conheça o Pará Profissional e Inova Pará
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Conheça o Pará Profissional e o Inova Pará

Frente ao desafio de desenvolver a nossa região em nível social e econômico, o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Pará – Pará 2030 foi criado para solucionar gargalos e promover o crescimento a médio e longo prazo do Estado. O Pará Profissional é uma das iniciativas do Pará 2030. Coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica – SECTET -, o Programa, sancionado na Lei 8.427, em 18 de novembro de 2016, promove, em conjunto com outras instituições estaduais, um novo modelo para a capacitação profissional, de maneira dinâmica e qualificada, a fim de atender as demandas efetivas do mercado e acompanhar o desempenho do profissional com mais agilidade e menos burocracia.

O Pará Profissional irá interagir com o programa Inova Pará, mais uma iniciativa da SECTET com o objetivo de desenvolver e integrar o Estado. Amparada pela Lei de Inovação, de nº 13.243, a medida busca expandir o conhecimento científico e tecnológico dentro de todo o Estado do Pará e, assim, por meio da estruturação de sistemas regionais de base tecnológica (polos de conhecimento), possibilitar a inovação, otimização e agregação de valor às principais cadeias produtivas.

As duas propostas estão diretamente ligadas ao Pará 2030, pois, de maneira transversal, abrangem as cadeias produtivas prioritárias do Programa que necessitam se modernizar e verticalizar para agregar valor, gerando melhorias na qualidade de vida da população. Saiba mais sobre os dois Programas na entrevista exclusiva com os titulares da SECTET, Secretário Alex Fiúza de Mello e a Secretária Adjunta Maria Amélia Enriquez, abaixo:

1. Como surgiu a iniciativa para a criação do Pará Profissional e do Inova Pará?

O surgimento do Pará 2030 afinou a nossa percepção do ponto de vista dos focos de atuação, quer dizer, os instrumentos que nós já vínhamos trabalhando puderam ser colocados a serviço dos objetivos do Plano Estratégico. Por exemplo: às vezes, em razão das características do treinamento, precisa se formar gente fora do ambiente das escolas, seja nas fazendas, nas comunidades rurais ou dentro das fábricas. Então, ou nós mudávamos a concepção de como se fazer educação profissional, dando maior flexibilidade às iniciativas, ou não conseguiríamos dar um passo à frente, o que resultava na reprodução de um modelo de formação obsoleto e ineficiente para as necessidades requeridas em cada setor. O Pará Profissional veio responder a essa dificuldade.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

Ambos os programas, Pará Profissional e Inova Pará, são fundamentais para avançarmos naquilo que consideramos que é a parte mais estruturante do Pará 2030: mudar o modelo preponderantemente extrativo de uso do nosso território. E para que isso seja possível, é preciso inovar, e você só inova se você tiver qualificação profissional adequada, conhecimento de ciência e pesquisa para poder fazer a inovação. E isso tem que se relacionar dentro do território, com foco nas cadeias produtivas. Fazer a fusão entre os detentores do conhecimento científico e os produtores, que detém um conhecimento empírico. O conhecimento científico reside na academia, nas Universidades e Institutos de pesquisa, mas que precisa também estar a serviço dos empreendedores produtivos.

Maria-Amélia

Maria Amélia

2. Quais são as medidas propostas nas duas iniciativas?

O Pará Profissional vai qualificar profissionalmente pessoas em todas as regiões do Estado, a partir da qualificação da demanda e da oferta voltadas, prioritariamente, para as cadeias produtivas do Pará 2030 e para as populações vulneráveis do Pará Social, que também precisam ser atendidas. É esse nosso objetivo.

O Inova Pará, por sua vez, tem por objetivo criar sistemas regionais de inovação, ou seja, associar potencial cientifico acadêmico com demanda de empreendedores através de arranjos que sejam flexíveis de território em território, onde cada um vai ter sua especificidade. Nós vamos articular todos os atores necessários em cada caso para dar todo esse suporte científico-tecnológico que as cadeias produtivas vão precisar para se verticalizarem.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

Em primeiro lugar, qualificar essa demanda. Há e já houve várias iniciativas do Estado de ofertar cursos de qualificação tanto a nível federal como estadual, só que o processo de oferta tem sido de cima para baixo: tem-se, previamente, um cardápio de oferta e se oferece apenas esses cursos, dentro dos limites das competências existentes no Estado. A demanda qualificada supõe o movimento inverso, de baixo para cima. É você ir no território, ir nas cadeias para escutar o setor produtivo; o que é que ele demanda e como podemos oferecer. Trata-se, obviamente, de uma proposta um pouco mais trabalhosa, porque requer deslocamento de território e mobilização dos atores, mas ela é muito mais efetiva.

Eu sempre falo que não gosto muito da palavra “vocação”, porque parece ser um destino inexorável, quando na verdade, na aptidão você tem uma tendência a certas atividades, mas você precisa muito da política pública para que ela aconteça. Além disso, o Pará Profissional dá uma tranquilidade jurídica de poder buscar esse profissional em qualquer lugar e pagá-lo com bolsa, sem vínculo empregatício, tendo essa flexibilidade, agilidade e eficiência que a dinâmica produtiva requer.

O Inova Pará busca levar a política pública da ciência e inovação para potencializar, alavancar essas cadeias produtivas, no sentido de romper com o modelo primário exportador extrativista, e avançar para de fato aquilo é um dos objetivos do Plano que é agregar valor a essas cadeias. E quando falamos de tecnologia, não estamos falando de high tech, mas de tecnologia social, inclusive, que possa melhorar a qualidade da produção, onde o elemento estruturante é o ser humano, que deve, igualmente, ser bem trabalhado e qualificado.

Maria-Amélia

Maria Amélia

3. Quais as modalidades de cursos serão ofertadas pelo Pará Profissional?

Nós não temos um cardápio prévio, mas de acordo com a demanda, quem vai definir esse cardápio são os setores produtivos. O mesmo se aplica para o Inova Pará, nós não vamos instalar parques tecnológicos, mas vamos identificar dentro das cadeias produtivas como é que se dá o arranjo científico, quais são as instituições, o que é possível, de forma que ele seja efetivo e que possa dar resposta para a cadeia.

Maria-Amélia

Maria Amélia

4. De que modo os dois Programas irão interagir?

Eles vão interagir na medida em que nós vamos fazer a programação, seja do sistema regional de inovação ou dos cursos que serão dados, de acordo com aquilo que o comitê da cadeia produtiva do Pará 2030 disser que é prioritário. Nesse sentido, a SECTET irá trabalhar conjuntamente com as Secretarias que vão coordenar cada cadeia produtiva, e pautar uma agenda de trabalho de acordo com os gargalos existentes, seja na formação profissional ou na produção de ciência e tecnologia.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

Quando fizermos essa demanda qualificada da mão-de-obra, também já identificaremos quais são os potenciais produtivos que existem na região e ao mesmo tempo já se sabe quais são as infraestruturas em termos de ciência, tecnologia e inovação. Então os Programas vão caminhar juntos, abraçados, e tem que ser assim.

Maria-Amélia

Maria Amélia

5. Além da capacitação e treinamento profissional, o Programa também oferece acompanhamento para o profissional capacitado. Como vai funcionar?

Nós estamos elaborando uma plataforma com a PRODEPA, que esperamos que esteja pronta no primeiro semestre de 2017, por meio da qual iremos acompanhar os alunos que estão sendo formados e, depois de formados, seu nível de empregabilidade, onde estão empregados e se a formação deles foi satisfatória para aqueles que o empregaram, o que vai alimentar o aperfeiçoamento do próprio sistema de oferta.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

Perfeito. Esse aplicativo permitirá que os egressos possam nos manter informados sobre sua (re)inserção no mercado de trabalho. No caso do Inova Pará, o sistema de monitoramento será com os parceiros locais, eles serão os principais responsáveis por dar o feed back periódico.

Maria-Amélia

Maria Amélia

6. De que forma esse profissional capacitado será direcionado ao mercado?

Como a capacitação ocorrerá precisamente em função da demanda do mercado, isto significa dizer que vamos ofertar os cursos conforme as necessidades detectadas nos representantes do setor produtivo. Isto, consequentemente, aumentará o nível de empregabilidade dos egressos.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

Pretendemos criar um ambiente favorável que possa aumentar a empregabilidade da população. Esse ambiente favorável consiste em qualificar, a partir das necessidades gerais do mercado regional ou de determinado empreendimento, e, com isso, gerar as condições propícias para a absorção e transferência de tecnologia naquelas áreas estratégicas.

Maria-Amélia

Maria Amélia

7. De que forma você acredita que as duas iniciativas se relacionam com as propostas do Pará 2030?

Quando se tem um Pará 2030, que aponta a formação profissional como uma das prioridades, um dos eixos da verticalização das cadeias, o Pará profissional ganha todo o sentido. Ou seja: a SECTET coordena uma área que viabiliza transversalmente todo o Programa.

Outro ponto de foco é a construção da Marca Amazônia, que não é só o merchandising de um produto, mas o lastro que se dá do ponto de vista da qualidade desse produto, que tem que passar, previamente, por análises técnicas e tecnológicas. Assim, nós trabalharemos utilizando o Pará Profissional e o Inova Pará diretamente nesses dois níveis do Pará 2030.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

8. Como empresas privadas e demais instituições poderão interagir com o Pará Profissional e o Inova Pará?

Elas terão duas políticas públicas transversais à sua disposição, seja para formar as pessoas de acordo com as suas necessidades, seja para obter o anteparo científico-tecnológico existente, quer no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá – PCT Guamá (com laboratórios e pesquisadores), onde poderão realizar todos os testes e experimentos necessários para aperfeiçoar ou qualificar o seu produto, quer em outros sistemas regionais de inovação estruturados estado afora.

É um mecanismo criado pela Secretaria que permite direcionar a pesquisa científica para solucionar problemas de qualificação e, mesmo, inovação das cadeias produtivas, de acordo com as demandas dos empreendedores.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

É fundamental a parceria da empresa privada desde o início, porque a empresa privada nos aponta a demanda relevante. Estamos abertos a todas as formas de parceria, para que possamos interagir com nosso público demandante.

Maria-Amélia

Maria Amélia

9. De que forma você acredita que essas políticas públicas irão inovar e contribuir para o desenvolvimento da economia e da população paraense?

Ambos os Programas são suficientemente flexíveis e inteligentes para atender a diversidade de demandas que possuímos. A Administração Estadual, por intermédio da SECTET, irá articular com vários atores (públicos e privados) que estão no cenário para que alinhem seus interesses e trabalhem conjuntamente, um oferecendo o que o outro precisa, sem o que o outro não poderá se desenvolver. Todo arranjo produtivo irá precisar de um sistema regional de inovação para poder se transformar, de fato, em um arranjo produtivo promissor.

Alex-Fiuza

Alex Fiuza

Eu acredito que o Inova Pará chama atenção de que o desenvolvimento precisa se estender para todo o território, e você não vai romper a corrente de uma economia extrativa se você não tiver inovação, e a inovação é mudança de atitude, atrelada ao conhecimento científico. É uma mudança de cultura, não é dizer que vem uma grande empresa e que ela vai resolver todos os problemas; não, vai-se chamar todos os atores locais, toda a sociedade como protagonistas desse desenvolvimento. Eu acho que é totalmente revolucionário.

O Pará Profissional também muda aquela cultura do cardápio, de colocar a oferta de cursos de cima para baixo, pois permite escutar o que o setor precisa. Essa é, aliás, a grande inovação dos Programas: permitir que nossas ações sejam planejadas a partir da demanda atual e potencial da sociedade, exatamente para dar uma resposta aos anseios de cada setor.

Maria-Amélia

Maria Amélia
Cadeia-Entrevista

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