Cooperação internacional foca no açaí - PARÁ 2030
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Cooperação internacional foca no açaí

A agência GIZ, do governo alemão, e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil pretendem investir na cadeia do açaí, no Pará. O primeiro passo foi dado na quinta-feira (18), em reunião na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

A GIZ, com sede em Bonn, é ligada aos ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Econômico da Alemanha e atua em 120 países, com um total de 18 mil funcionários (170 deles no Brasil). O interesse pela cadeia do açaí se dá através do programa Ação do Setor Privado para a Biodiversidade, que, no Brasil, prospecta também cooperação na cadeia da carnaúba, no Ceará.

O titular da Sedeme, Adnan Demachki, que recebeu os representantes da GIZ e MMA, informou na reunião que o açaí vive um momento de grande impulso na economia paraense, no âmbito do Programa Pará 2030, com ações integradas que envolvem verticalização, incentivos fiscais, formação de mão-de-obra e sustentabilidade ambiental, além do Pro Açaí que estimula o plantio de 40 mil hectares de açaí irrigado

“Entre as 14 cadeias que compõem o Pará 2030, o açaí se destaca por envolver itens determinantes de desenvolvimento e geração de renda e pelo seu extraordinário potencial econômico”, afirmou Adnan Demachki. “Ele beneficia diretamente a agricultura familiar, abrange dezenas de municípios onde o IDH é muito baixo e ainda, com medidas estratégicas de industrialização e exportação, já começa a atingir outro patamar no cenário socioeconômico.”

Adnan Demachki também sugeriu aos representantes da GIZ e do Ministério do Meio Ambiente investirem na cadeia da biodiversidade (“gerar renda com a floresta em pé”), que é uma das 14 cadeias integradas pelo Pará 2030.

AÇAÍ

Geraldo Tavares, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e da Pesca (Sedap), fez uma explanação com dados e curiosidades sobre o açaí e as ações governamentais para melhorar a produtividade e a comercialização.

O Pará produz hoje cerca de um milhão de toneladas/ano de açaí (a meta é atingir 1,5 milhão de toneladas até 2030), envolvendo diretamente 150 mil pessoas. Hoje há 102 indústrias produzindo a partir do açaí (sorvetes, bombons, sucos etc) e 84 indústrias artesanais. No Estado, estima-se que haja, pelo menos, quatorze mil batedores, seis mil deles só em Belém.

Geraldo Tavares informou que o fruto começou a ser estudado, com rigor, apenas na década de 1970, “e ainda carece de muita pesquisa, já que não há similar no mundo e estamos aprendendo na prática”.

“Hoje as pesquisas avançam rápidas e de forma dirigida”, garantiu Geraldo. “Já desenvolvemos máquinas para processar o fruto preservando três itens essenciais para o paladar especializado do paraense (sabor, aroma, cor), e incentivamos a fabricação, com linhas de crédito especiais.”

Ele disse que o governo do Estado constituiu um Grupo de Trabalho específico para a cadeia do açaí, com pesquisas e ações diretas que vão da quantidade de água necessária por touceira (120 litros, em média) à interferência, na palmeira, do desmatamento nas várzeas para priorizar apenas o açaí: “Quando se tiram outras árvores, afeta a polinização, interferindo em características essenciais sem necessariamente melhorar a produtividade.”

Ao final da reunião, o diretor de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Oliveira Pires, afirmou que a reunião e as informações correspondiam amplamente às expectativas e o próximo passo será a definição de uma área específica para a possível cooperação.

“Até abril, já se terá definido a área para a cooperação, e quanto será aportado de recursos para melhorar a produtividade e a comercialização nessa cadeia”, finalizou Otávio Nogueira, da GIZ.

1Coméntario
  • Wellington Barros

    24 de janeiro de 2018 em 13:32 Responder

    Interessante é que, desde 1500 quando o Brasil foi descoberto, o açai já existia por aqui, e este foi o único governo que viu o produto com o forte poder econômico representativo para o estado. Vamos em frete, este é o caminho para um futuro melhor deste estado

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