Encontro do Brics reforça cooperação para “nova década de ouro do desenvolvimento” - PARÁ 2030
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Encontro do Brics reforça cooperação para “nova década de ouro do desenvolvimento”

Durante a cerimônia de abertura do II Fórum de Desenvolvimento, Reforma e Governança do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na manhã desta quinta-feira (21), o conselheiro de Estado do Governo da China e representante do país no evento, Wang Yong, destacou que a última Cúpula, realizada há cerca de quinze dias com a presença dos presidentes dos cinco países, deve ser observada como um marco para um esforço coletivo em busca de “uma nova década de ouro de desenvolvimento”.

O encontro é realizado em Pequim, capital chinesa, e o governador do Pará, Simão Jatene, foi um dos convidados a participar, além de ter sido instado a ser o representante do Brasil no painel “Visão e Planejamento: desenvolvimento sustentável no setor de transportes do BRICS”, durante o evento.

Para Wang Yong, que fez um pronunciamento entusiasmado, a última década deixou algumas lições, além de ter consolidado avanços. Entre os desafios para os próximos anos, segundo ele, está um aprofundamento da cooperação para crescimento mútuo entre os países, sobretudo em regiões ainda em desenvolvimento interno nas nações do BRICS. “Nós estamos dispostos a aprofundar o intercâmbio, a cooperação, e que isso seja o vetor para dar novo vigor ao desenvolvimento econômico com geração de qualidade de vida para o povo”, disse.

Nesta sexta-feira (22), o encontro do Brics terá um painel específico sobre desenvolvimento no setor de transportes, onde o governador Simão Jatene irá abordar o potencial do Pará, que possui posição estratégica para o país e para os investidores do bloco. “Este encontro mostra uma disposição em unir esforços e trabalhar por um crescimento econômico que esteja integrado com o desenvolvimento social e com o cuidado na área ambiental”, destacou Jatene.

Para o deputado estadual Martinho Carmona, do PMDB, a presença do Pará no evento marca posição de vanguarda do Estado em buscar atrair investimentos nesse momento de crise. “O Pará hoje desponta e atende todos os critérios para oportunizar a atração de grandes empresas e de inovação, para gerar mais emprego e oportunidades no Estado”, avaliou.

Além da participação no encontro do BRICS, a agenda do Governo do Pará na capital chinesa inclui reuniões com a direção da China Communications Constructions Company (CCCC), uma das líderes mundiais em construção e projetos de infraestrutura, e com o Instituto Confúcio, que já tem parceria com o Pará, por intermédio da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Os deputados estaduais Lelio Costa (PCdoB), Milton Campos (PSDB), Tiago Araújo (PPS) e Dirceu Ten Caten (PT) também estão participando das agendas na China.

Embaixador do Brasil na China elogia iniciativa paraense

O embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru, elogiou a inicativa do governador Simão Jatene em agendar uma série de encontros e reuniões em Pequim, capital chinesa, para apresentar um pouco mais do potencial de investimentos no Estado e em especial o projeto da ferrovia paraense.

Para ele, essa estratégia vem sendo utilizada pelos governadores e tem sido fundamental para a busca por novos mercados e investimentos. Também participaram da reunião os deputados estaduais Martinho Carmona (PMDB), Tiago Araújo (PPS), Dirceu Ten Caten (PT), Milton Campos (PPS) e Lélio Costa (PC do B).

De acordo com o embaixador brasileiro, a China é o país que mais acumulou experiência em matéria de investimento em infraestrutura, o que tem atraído atenção mundial. “Portanto, a China tem uma qualidade empresarial muito grande, especialmente de elaboração de projetos, com trabalho muito sofisticado, e ao mesmo tempo tem muita liquidez. Por isso, acho natural que os governos estaduais se aproximem da China, algo que é feito pelo governo federal e que, assim, busquem apresentar seu potencial e seus projetos. E particularmente o projeto paraense é interessante. A ideia de uma ferrovia que possa escoar não só a produção de minério de ferro, mas também grãos e outros produtos da cadeia mineral, é uma ideia excelente, terá uma grande receptividade entre as empresas chinesas”, destacou Caramuru.

Para ele, “não há outro caminho para o Brasil e para os governadores senão o de se comunicar, de buscar os investidores e mostrar os projetos e esperar uma reação”. O embaixador ainda explicou que os chineses compreendem iniciativas semelhantes dos Estados. “A China também é um país onde as províncias são fortes, elas tem força econômica e política, que funciona de baixo para cima, através do empreendedorismo e das iniciativas que se dão a nível subnacional. Portanto, acho que é um casamento perfeito a ideia de que o governador do Pará tenha se disposto a vir tão longe aqui, mas fazendo os contatos corretos, com as empresas que já conhecem um pouco do Brasil e que muito possivelmente darão resposta positiva às apresentações do Pará e às suas demandas”, resumiu.

Por Daniel Nardin

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