Espanhóis vêm ao Pará conhecer o projeto da Ferrovia Paraense - PARÁ 2030
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Espanhóis vêm ao Pará conhecer o projeto da Ferrovia Paraense

Uma das maiores apostas do Governo do Pará para o desenvolvimento econômico do Estado, desperta cada vez mais interesse de empresas estrangeiras. Agora são os espanhóis. Na manhã dessa sexta-feira, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, reuniu-se com representantes da AVZI, multinacional espanhola especializada em infraestrutura, com sede em Sevilha- Espanha. José Maria Mendonça, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), também esteve presente ao encontro.

A empresa espanhola foi criada em 1925, dedicando-se inicialmente a obras ferroviárias, e ao longo do tempo suas atividades foram ampliadas para outras áreas, como rodovias, portos e aeroportos, em países além da Espanha, como Portugal, Chile, México, Brasil e Romênia.

“O primeiro passo desse projeto já foi dado pelo Governo do Pará. O interesse político é óbvio e com todos os esforços que já foram feitos em prol da ferrovia”, comentou Henry Jacques Klein, do departamento comercial da AZVI, que deve se reunir novamente com representantes do governo.

O Diretor da AZVI – José Manuel Martinez recebeu as primeiras informações do projeto, como também recebeu das mãos do Secretário Adnan o EVTEA, ou seja, os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, concebido pela Pavan Engenharia que liderou um pool de outras empresas, e Martinez deverá criar um grupo de trabalho para estudar o projeto e ao final de janeiro retomar as conversas com o Governo do Estado.

O que tem colaborado para atrair investidores, diz Demachki, além da viabilidade econômica do projeto que transportará cargas e passageiros do Pará e do Brasil, foi o cuidado do Governo quanto ao respeito às leis ambientais e às comunidades tradicionais. “A ferrovia a não passará por áreas indígenas ou quilombolas, tampouco florestas densas ou áreas de preservação. Essas sempre foram algumas das preocupações do Governo do Estado, de ter um empreendimento que respeitasse as comunidades tradicionais e com o menor impacto possível”.

A Ferrovia – A Ferrovia Paraense cortará o Estado de Sul a Norte em 1.312 quilômetros, conectando-se com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, que no Brasil é o mais próximo dos grandes mercados consumidores como China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. A interligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) – trecho final da Norte-Sul – abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas/ano.

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