Governador apresenta projeto da Ferrovia Paraense na sede de companhia chinesa - PARÁ 2030
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Governador apresenta projeto da Ferrovia Paraense na sede de companhia chinesa

O presidente da China Communications Constructions Company (CCCC) para a América do Sul, Chang Yunbo e outros diretores da empresa chinesa, uma das maiores do ramo de infraestrutura do mundo, conheceram nesta sexta-feira, 22, em Pequim, na China, o projeto da Ferrovia Paraense. A companhia, que recebeu o governador Simão Jatene, acompanhado dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, e de Meio Ambiente, Luiz Fernandes, irá agora aprofundar os estudos e manter contato com o governo paraense para analisar o projeto e estudar a viabilidade de investimentos no Estado.

Durante o encontro, o secretário Adnan Demachki fez uma apresentação detalhada sobre o projeto, demonstrando a viabilidade econômica, interesse de mercado e a preocupação com o respeito ao meio ambiente, uma vez que o traçado não passa por áreas indígenas ou quilombolas. “Em todo o Brasil existem muitas áreas de reserva ambiental e de comunidades tradicionais e, por isso, todo o traçado foi pensado para que não gerasse impacto nessas áreas, o que garante mais agilidade para o próprio estudo e processo de licenciamento”, disse Demachki.

O secretário detalhou, ainda, que sete empresas já assinaram com o Governo do Pará protocolo de intenções demonstrando compromisso de uso da ferrovia para o transporte de carga, entre elas a Vale e a Norsk Hydro. Adnan Demachki comentou também que vários entendimentos com o Governo Federal têm avançado, incluindo a integração da Ferrovia Paraense e a Ferrovia Norte-Sul, além da inclusão do projeto paraense entre as prioridades do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e a ampliação do Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

“Nós consideramos importante esta reunião, pois podemos conhecer mais profundamente o projeto e perceber o quanto o governo está comprometido em realizar os projetos no Estado. Temos conhecimento do potencial do Pará, pela sua posição geográfica estratégica, riqueza natural e a integração possível entre modais de transporte, como as hidrovias, os portos e a ideia da ferrovia. Vamos acompanhar de perto e estudar mais detalhadamente com nossos técnicos, pois certamente este projeto precisa de um forte investimento e outras companhias podem conhecer, estudar e se interessar também”, destacou o presidente da CCCC.

Para o governador Simão Jatene, o encontro foi produtivo, pois ficou claro aos possíveis investidores a seriedade e responsabilidade com que o projeto está sendo preparado. “Certamente agora as equipes técnicas poderão trocar mais informações e esclarecer dúvidas. Deixamos claro que, no momento em que vivemos, é preciso um esforço conjunto entre Estado e iniciativa privada, baseado numa lógica de confiança e de disposição, acabando com a ideia de lados opostos e sim a criação de uma mesa-redonda. Afinal, é do interesse de todos o desenvolvimento econômico, a melhoria das condições de logística e o esforço para que isso seja feito de forma sustentável, com avanços também na área social e ambiental”, disse Jatene.

Ferrovia Paraense

A Ferrovia Paraense atravessa a porção oriental do Estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, devendo se conectar com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, o mais próximo dos principais mercados consumidores do Brasil – China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto está estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos.O traçado do projeto da Ferrovia Paraense não passa por áreas indígenas ou quilombolas, nem florestas densas, o que é um elemento fundamental para que o empreendimento avance sem gerar degradação ao meio ambiente.

A possibilidade de coligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, em um trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará e Açailândia (MA), abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios do Estado e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas por ano.

1Coméntario
  • Wellington Barros

    4 de outubro de 2017 em 15:39 Responder

    Esses governos do PSDB do Pará , já deram, está dando e sempre darão suas grandes parcelas de desenvolvimento para o nosso querido e amado estado

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