Governo do Estado e Celpa inauguram projeto de energia solar no Hangar - PARÁ 2030
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Governo do Estado e Celpa inauguram projeto de energia solar no Hangar

O governo do Pará, via Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedeme) e Centrais Elétrica do Pará (Celpa) inauguraram na manhã desta quinta-feira (22) o projeto que atenderá com energia solar o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O projeto envolve a implantação de 4416 painéis fotovoltaicos (placas solares) no estacionamento do Hangar, suficientes para gerar mais da metade da energia consumida lá.

O ato de inauguração teve a presença do governador Simão Jatene, prefeitos de mais de dez municípios paraenses, secretários de Estado e presidentes de instituições estaduais e também representantes de sindicatos e associações de classe.

O titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, fez uma breve retrospectiva da atuação da Sedeme na área da energia desde 2015. “Construímos com recursos do Programa Estadual de Integração Social – PIS, em parceria com a CELPA, no Marajó, 163 km de linhas de transmissão, interligando os municípios de Soure, Salvaterra, Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari ao Sistema Nacional, pois antes funcionavam com grupos geradores. Estamos construindo também 583 km de linhas de transmissão na Calha Norte e já interligamos ao Sistema Nacional as cidades de Óbidos, Oriximiná e Curuá: as próximas cidades serão Alenquer e Monte Alegre”, discursou o secretário.

Demachki também destacou que o a Sedeme fez muitas intercessões perante o Ministério de Minas e Energia e a Aneel para licitação do Linhão desde Xinguara até Santana do Araguaia, que vai permitir que essa região também deixe de usar grupos geradores e tenham energia firme do Sistema Nacional. A vencedora foi a empresa Energisa. “A Sedeme já concedeu o Selo de Prioridade para agilizar a concessão de todas as licenças.”

O titular da Sedeme destacou ainda outras formas de produção de energia implementadas no Pará com interveniência direta do governo do Estado.

“Já assinamos com a Votorantim Protocolo de Intenções para ela substituir o coque de petróleo por queima de caroços de açaí como fonte de energia em sua fábrica de cimento em Primavera”, informou Adnan Demachki. “Também estamos viabilizando uma matriz de gás natural em Barcarena, que vai abastecer grandes indústrias e também pequenos empreendimentos, inclusive ônibus e táxis.”

Ao citar o programa Pará 2030, que planeja o desenvolvimento do Pará no médio prazo, impulsionando de forma direta 14 cadeias produtivas, o secretário disse que “é um projeto de longo prazo, não podemos nos restringir a pensar até a próxima eleição, precisamos pensar nas próximas gerações”.

Adnan Demachki também afirmou que o programa de energia solar no Hangar, o maior do Brasil em estacionamentos, é pioneiro e tem importância estratégica pois pode ser replicado em escolas e órgãos públicos, inclusive no interior: “Os prefeitos aqui presentes que quiserem economizar verbas públicas, e com energia limpa, podem procurar a Sedeme que terão o nosso apoio.”

O presidente da Celpa, Nonato Castro, ressaltou que o projeto no Hangar “é um marco no Pará, com excelente resultado econômico no médio e longo prazo, já que as placas, com manutenção adequada, duram vinte anos.”

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Márcio Miranda, destacou o clima da Amazônia como altamente propício para projetos de energia solar e que o Hangar foi o lugar certo para o projeto pioneiro, pois é uma grande vitrine: “Todos vêm ao Hangar, e verificarão a importância da ação e começarão a divulgá-la, repercutindo uma iniciativa que pode ser replicada na casa de cada cidadão.”

 

GOVERNADOR

O governador Simão Jatene destacou que o projeto no Hangar ilustra uma nova época da relação homem/natureza na Amazônia, ainda mais significativa “porque vivemos na era do conhecimento”.

O governador destacou que três pilares pautaram as ações e os projetos paraenses nos últimos anos: o conhecimento; a inovação nos processos de produção e de novos produtos; e inovação na gestão e governança. “Foi isso que nos permitiu construir 18 hospitais de média e alta complexidade, um a cada sete meses, e também mais de 60 novas agências do Banpará, uma a cada 40 dias, e ainda 64 Unidades de Polícia Pacificadora, uma a cada 45 dias.”

Simão Jatene ressaltou que esta eficiência se deu com apoio de secretários e instituições, e também da sociedade. “Pelo quarto ano seguido, o Tesouro Nacional deu nota de classificação A às contas do Pará. Dinheiro não cai do céu, ainda mais em tempos de crise econômica brutal. Isto aconteceu pela competência e rigor com que tratamos as contas públicas, e agradeço o apoio e o trabalho de muitos que estão aqui, em especial o secretário Adnan Demachki”.

A energia produzida no Hangar é incorporada à rede elétrica; ao final de cada mês, é medido o consumo do Hangar e a energia produzida por ele: se a energia produzida for maior que a conta, o Hangar terá um crédito pelo excedente; se o consumo for maior, o Hangar paga à Celpa apenas o excedente. A tecnologia já é implementada em várias escolas públicas de Belém e há sondagens para vários projetos no interior.

 

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