Governo do Pará insiste em viabilizar dragagem do canal até Vila do Conde e construir os 58 Km que ligam Rondon do Pará e Açailândia - PARÁ 2030
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Governo do Pará insiste em viabilizar dragagem do canal até Vila do Conde e construir os 58 Km que ligam Rondon do Pará e Açailândia

O Governo do Pará reiterou nesta terça-feira, 19, em Brasília, o pedido de assumir o Processo de Manifestação Pública de Interesse (MPI) que vai proceder aos estudos de dragagem e licitação do Canal do Quiriri, principal meio de acesso ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, e ainda ampliou sua responsabilidade, ao reivindicar também a construção de 58 Km de malha ferroviária entre os municípios de Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA), o que na prática significa interligar definitivamente a Ferrovia Paraense à Norte-Sul, de âmbito federal.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, observa que o trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará e Açailândia, abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, o que é um dos atrativos do projeto paraense para a iniciativa privada, pois permite o acesso às cargas de todo Brasil às rotas estratégicas de exportação, pelo Porto de Vila do Conde.

“O Porto de Vila do Conde encurta a distância entre o Brasil e os principais destinos de exportações, a exemplo dos portos de Rotterdam, na Europa; Xangai, na China; e ainda Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, normalmente acessados pelos portos de Santos e Paranaguá, isso é de extrema importância para os operadores da navegação comercial competitiva’’, argumenta Adnan Demachki, que esteve representado na reunião desta terça-feira, junto ao ministro Moreira Franco, em Brasília, pelo secretário adjunto da Sedeme, Eduardo Leão. O encontrou contou ainda com a participação do senador Flexa Ribeiro (PSDB).

Para incluir a ferrovia paraense definitivamente ao Sistema Nacional Ferroviário é necessário autorização do Congresso Nacional, e o senador Flexa Ribeiro está determinado a buscar essa aprovação assim que a casa legislativa retomar os trabalhos em fevereiro de 2018.

“Ainda estamos conversando sobre o fato do recurso a ser pago pela Vale para renovação da Estrada de Ferro de Carajás ficar dentro do Pará e ser aplicado no projeto da Ferrovia Paraense’’, enfatizou Eduardo Leão, a respeito do pleito do Estado de garantir para o Pará parte dos bilhões de reais que o governo federal deverá receber pelo pagamento da outorga da Estrada de Ferro de Carajás, cuja concessão está em vias de expirar. Afinal, a EFC transporta minério extraído do território paraense. E o território paraense é que recebe o maior impacto social e ambiental da ferrovia, da mineradora.

Sobre a dragagem do Quiriri, o Governo do Pará já havia dado início ao processo de estudos para que o porto de Vila do Conde, em Barcarena, recebesse navios do tipo “Capesize”, com capacidade para até 220 mil toneladas de carga.

Incentivada pelo governo estadual, a DTA, empresa especializada em engenharia de portos e dragagem protocolou em julho deste ano, um pedido de PMI para estudos de dragagem dos canais do Quiriri e do Espadarte que dão acesso ao porto. A profundidade dos canais, hoje, é de 14 metros, limitando o acesso a navios com até 70 mil toneladas. Com a dragagem, a profundidade do canal chegaria a até 22 metros, permitindo o acesso de navios de maior calado e capacidade de carga já exigida por importadores de produtos da maioria dos países da Europa, China, além dos Estados Unidos, principais parceiros comerciais do Brasil.

Adnan Demachki disse que ‘’com os estudos de viabilidade em mãos lutaremos pela dragagem, e será algo extraordinário para economia paraense. Um divisor de águas para economia do Estado’’, disse ele. Texto: Ascom/Sedeme. Foto: Divulgação.

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