PARÁ 2030 | Grandes investidores conhecem em São Paulo o projeto da Ferrovia Paraense
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Grandes investidores conhecem em São Paulo o projeto da Ferrovia Paraense

Num auditório lotado no centro de São Paulo, mais de cem investidores, grandes empresas, trading, brasileiras e internacionais, conheceram o projeto da Ferrovia Paraense, o maior projeto de logística do Governo do Pará e um dos mais amplos do Brasil, na reunião técnica realizada para aprimorar os documentos técnicos e jurídicos relativos à realização do certame licitatório de concessão da Ferrovia Paraense. Ressalte-se que as reuniões de caráter ambiental vão acontecer em fase posterior, como prevê legislação específica.

20479877_1528433033885831_1997411389239019221_nEmpresas ligadas ao setores de transportes e exportação, além da construção civil, como Concremat/ CCCC; Ecovias; Russian Higways ; Siemens; Camargo Correia; Cargill; Glencore; Vale; Norsk Hydro; Porto São Sebastião; VLI Logística; DTA Engenharia; Construcap Engenharia, entre outras, enviaram representantes ao encontro. Entre as delegações estrangeiras, estavam empresários da Itália, China, Rússia e Japão.

O poder público e entidades de classe também se interessaram pela  sessão. Órgãos e instituições governamentais e não governamentais foram ao encontro, como Associação Brasileira de Logística (ABRALOG); Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE); Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER); Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Instituto de Engenharia e Associação Nacional de Transportadores Ferroviários.

IMG-20170803-WA0006O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki, apresentou o projeto aos investidores, acompanhado do secretário de Transportes, Kléber Menezes, do presidente da Associação Comercial do Pará, Fábio Lúcio; do presidente da Federação do Comércio do Estado, Sebastião Campos e; do vice-presidente da Federação das Indústrias do estado (FIEPA), José Mendonça.

As maiores preocupações dos investidores eram quanto à instabilidade econômica e política do País, licenciamentos ambientais e entraves sociais no trajeto da ferrovia e sobre a capacidade do Porto de Vila do Conde, em Barcarena, para receber o material transportado.  “Vivemos há anos no Estado do Pará uma intensa estabilidade econômica, politica e jurídica e, acredito, o Brasil também caminha nesse rumo”, disse o secretário Adnan Demachki.

IMG-20170803-WA0005Quanto aos licenciamentos ambientais e entraves sociais e jurídicos no trajeto da Ferrovia Paraense, Adnan mostrou documentos mostrando que a ferrovia não  passa  por áreas indígenas ou quilombolas e nem densas florestas.

Já o secretário Kléber Menezes tranquilizou os empresários quanto à capacidade do Porto de Vila do Conde, em Barcarena, para receber as milhares de toneladas de carga a serem transportadas pela ferrovia. “Vila do Conde já esta sendo preparado para receber a carga máxima da ferrovia com a ampliação de sua capacidade portuária e a criação de mais um terminal de múltiplo uso”, disse o secretário.”

IMG-20170803-WA0012”Além disso, já foi apresentado ao Ministério dos Transportes uma PMI  para serviços de dragagem no Canal do Quiriri, que dá acesso ao porto, aumentando seu calado de 14 para até 18 metros, o que vai possibilitar a passagens de navios de altíssimo porte”, garantiu Menezes. O secretário adiantou ainda que há projetos para que a área de operações do porto seja aumentada, abrangendo ainda o município de Abaetetuba.

Adnan Demachki encerrou o encontro anunciando em primeira mão a assinatura de termos de compromisso que já garantem a Ferrovia Paraense como viável do ponto de vista de carga . “A Vale, maior empresa de exploração de minérios do Brasil, nos autorizou a anunciar que vai participar do projeto da Ferrovia Paraense, transportando parte de sua carga, cujo quantitativo está em estudos pela empresa”, anunciou Adnan. “Além dela, a Norks/Hydro, empresa norueguesa, assinará também termo de compromisso de carga com algo em torno de 5 milhões de toneladas/ano, cujo documento será formalizado no dia 18 de agosto na audiência pública da ferrovia em Paragominas. Há outras empresas em potencial, mas a Vale e a Hydro são âncoras e participam efetivamente pra contribuir com o desenvolvimento do Estado e do País”, concluiu Adnan Demachki.  

A FERROVIAFigura (1)

A Ferrovia Paraense vai cortar a porção oriental do Estado de Sul a Norte em 1.312 quilômetros, devendo se conectar com a Norte-Sul permitindo que está chegue até o Porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém (RMB), Porto brasileiro mais próximo da China, Europa e Estados Unidos, enfim, dos grandes mercados consumidores.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. 

O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos; já existe mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.

A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) – trecho final da Norte-Sul – abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.

A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano. 

 Pascoal Gemaque

Secretaria de Estado de Comunicação (Secom)

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