Pará bate recorde histórico de produção mineral - PARÁ 2030
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Pará bate recorde histórico de produção mineral

Segundo o relatório da Diretoria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral – DIGEM/SEDEME, com base nos dados da Declaração de Minérios Extraídos – DME do sistema de Cadastro Estadual de Recursos Minerais – CERM, a produção de minério de ferro do Pará foi de 169,15 Mt, o que representa recorde de toda a série histórica da produção, um volume 14,20% maior do que em 2016.

A mina de S11D em fase de ramp-up, em Canaã dos Carajás, foi a principal responsável por este aumento, representando 13,11% do total produzido em 2017. São três as principais minas de minério de ferro em operação no estado do Pará, em Parauapebas (Mina de Serra Norte), Curionópolis (Mina de Serra Leste), e em Canaã dos Carajás (Mina S11D).

A produção de bauxita foi de 34 Mt, registrando um decréscimo de 3,21%, em comparação a 2016, quando a produção foi de 35,2 Mt. Este decréscimo foi influenciado, principalmente, pela diminuição da produção no último trimestre de 2017, devido à falta de água causada pelo tempo seco, o que gera problemas no sistema de rejeitos das empresas produtoras. O beneficiamento da bauxita ocorre a úmido e boa parte da água utilizada no processo é reaproveitada da bacia de rejeitos.

Tal problema pode se alongar durante o primeiro trimestre de 2018, segundo nota explicativa dada pelas próprias empresas, mas vem afetando principalmente as minas da região do Baixo Amazonas.

São três as principais minas de bauxita em operação no estado do Pará, nos municípios de Oriximiná (Mina de Porto Trombetas), Juruti (Mina de Juruti) e Paragominas (Mina de Paragominas).

A produção de minério de manganês foi de 2,3 Mt, um avanço de 15,35% em relação a 2016, quando a produção foi de 2,0 Mt. Tal avanço se deu, sobretudo, em função do aumento na produção da mina da Serra da Buritirama, em Marabá, representando 34% do total de minério de manganês produzido no Pará em 2017. São quatro as principais minas deste minério: em Parauapebas (Mina do Azul), Marabá (Mina de Serra da Buritirama e Mina de Serra do Sereno), e em Cumaru do Norte (Mina de Cumaru).

CAULIM

A produção de Caulim foi de 1,39 Mt, um recuo de 4,4% em relação a 2016, quando a produção foi de 1,45 Mt. Justifica-se a queda em função da menor demanda por este minério. São três as principais minas de caulim no Pará, todas na região de integração do Rio Capim: duas no município de Ipixuna do Pará, com produção de caulim de alta alvura para cobertura de papel, e outra em Aurora do Pará, com teores de ferro mais elevados, utilizado como insumo na indústria de fabricação de cimento.

A produção de minério de cobre foi de 984 mil toneladas, o que também representa recorde histórico de toda a série da produção, um crescimento de 11,7% em comparação a 2016, quando a produção foi de 881 mil toneladas. São quatro as principais minas de minério de cobre concentrado no estado do Pará, todas com ouro associado. Três delas na região de integração de Carajás, nos municípios de Canaã dos Carajás (Mina do Sossego), Marabá (Mina do Salobo), Curionópolis (Mina do Antas), e outra na região de integração do Tapajós, no município de Itaituba (Mina de Palito).

A produção de níquel foi de 89,1 mil toneladas (liga metálica de Fe-Ni), 11,75% maior do que em 2016, quando a produção foi de 79,7 mil toneladas. A única mina em operação do estado do Pará está localizada na região de integração do Araguaia, no município de Ourilândia do Norte (Mina de Onça Puma).

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