Sedeme apoia feira agropecuária e movimenta economia paraense - PARÁ 2030
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Sedeme apoia feira agropecuária e movimenta economia paraense

Na abertura  do mesmo evento, a feira agropecuária Intercorte, na noite de segunda-feira (21), no Centro de Convenções Carajás, em Marabá, foi também criada, oficialmente, a Aliança Paraense da Carne (ACP) e lançado o “Guia do Investidor  – Marabá”, pela Companhia de Desenvolvimento do Estado do Pará  (Codec), em cooperação com a Associação Comercial do Município.

É a segunda vez que a Intercorte, um dos maiores eventos agropecuários do país, acontece no Pará  (a primeira foi em 2013, em Paragominas). O vídeo oficial do evento justificou: o Pará tem o quinto maior rebanho bovino do  Brasil e o maior rebanho de búfalos, num total de mais de vinte milhões de cabeças. O setor se prepara para crescer 10% ao ano até 2030, aumentar a produtividade e crescer em cerca de 10% a participação no PIB do Estado.

A Intercorte é realizada  pela Associação de Criadores do Pará,  Acripará, com apoio do  Governo do  Estado, via Sedeme e Codec, e de várias empresas e instituições.

Maurício Fraga, presidente da Acripará, explicou que a Intercorte tem o fim de ajudar a promover o setor no Pará, unindo forças e trocando informações, reunindo parceiros e apontando entraves e possíveis soluções.

Maurício destacou o apoio do Governo do Estado não apenas em relação à Intercorte (“Sem a Codec este evento não aconteceria”), mas ao setor de forma geral: “Nosso plano de crescimento no médio prazo tem metas até 2030, alinhado com o programa de desenvolvimento do Governo do Estado, o Pará 2030, do qual a pecuária sustentável é uma das cadeias fundamentais”.

 

PARÁ 2030: PECUÁRIA

 

Adnan Demachki, ex-titular da Sedeme, ao ser lembrado pelo setor como incentivador da Aliança Paraense da Carne, explicou que o Pará 2030 foi concebido em 2015 a partir de consultas a toda a sociedade paraense e tem por meta planejar e desenvolver a economia do Estado eliminando gargalos e apoiando estrategicamente a partir de quatorze cadeias econômicas prioritárias.

“No caso da pecuária sustentável, formamos um Grupo de Trabalho com os principais agentes do setor, debatendo diretamente gargalos e soluções,  e uma das principais demandas logo ficou clara: é preciso segurança jurídica para desenvolver”, lembrou Adnan.

Adnan Demachki destacou então o trabalho forte realizado no Iterpa, que teve todos os documentos digitalizados, ganhou uma sede nova, com um computador para cada funcionário, e “também perdeu o preconceito, a resistência, em terceirizar atividades: o georreferenciamento foi terceirizado e a soma dessas ações teve resultados imediatos e expressivos”.

Entre os resultados, um dado inequívoco: “A média de emissão de títulos até 2015 era de 500 títulos anuais. Em 2017, já foram 2.500, cinco vezes mais”, destacou Adnan. “Outro dado sobre segurança jurídica: há hoje no Pará apenas 28 mandados de reintegração de posse; as outras centenas foram resolvidas com bastante inteligência, sem derramar uma gota de sangue”.

Adnan lembrou também, em sua fala, o esforço para gerar, no próprio Pará, calcário de boa qualidade para a correção do solo, permitindo a expansão da atividade pecuária sem derrubar uma árvore. “A indústria de calcário começa a produzir no início de 2019,  em São Geraldo do Araguaia, e viabilizará que as propriedades rurais possam fazer calagem, oferecendo mais fertilidade ao solo e garantindo mais do que 1 cabeça de gado por hectare”, informou Demachki.

O senador Flexa Ribeiro elogiou a atuação de Adnan Demachki à frente da Sedeme, “um paraense que dedica a vida para fazer o Estado crescer”, e informou aos presentes sobre seu projeto que pretende plantar cana em áreas já antropizadas (exploradas) da Amazônia. “O projeto pode inaugurar uma nova fase do agronegócio, e a resistência a ele não é ambiental, mas preconceituosa com a Amazônia, já que outras áreas antropizadas do país têm aval para desenvolver a economia da cana.”

O prefeito de Marabá, Tião Miranda, lembrou, “neste momento em que os políticos estão desacreditados no país, que não se constrói uma sociedade justa sem a união de homens de bem, e que a política ainda é a melhor forma de se resolverem os problemas: este evento, este setor, é um exemplo dos resultados gerados quando pessoas de bem se unem para promover o bem da coletividade”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda, destacou a longa luta, desde a década de 70, até a pecuária paraense conquistar o alto padrão atua.

SOCIEDADE PROTAGONISTA

O governador Simão Jatene centrou sua fala na importância da sociedade na construção dela mesma, nos direitos e responsabilidades que todos têm no desenvolvimento coletivo.

Sobre a natureza, por exemplo, nessa responsabilidade coletiva, Jatene afirmou que a maior agressão é a pobreza. “Todos temos o direito de usar e o dever de cuidar da natureza. Antes de reclamar, e acusar, como fazem tantos que não nos conhecem, é preciso reconhecer que só teremos um mundo melhor se formos homens e mulheres melhores para o mundo”.

Jatene disse que, em outros países, se costuma ver o Brasil a partir das metrópoles, “mas algumas coisas determinantes se constroem é no interior, a partir do interior: hoje, aqui, se constrói união em torno de um projeto.” E finalizou: “É por isso saio daqui maior do que aqui cheguei, porque vi uma grande lição na prática: é com emprego, renda, salário e perspectivas que se constrói uma sociedade melhor, e em consonância e cooperação com esta própria sociedade ”.

LANÇAMENTO DO GUIA MARÁBÁ

A Codec lançou ontem o folheto “Marabá – Guia do Investidor”, com uma radiografia da variada economia municipal, com dicas e oportunidades se negócios nos setores da indústria, logística e comércio e serviços.

Ao final, foi assinado um termo em que a Codec cede ao Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, por vinte anos, em comodato, uma área de 56 hectares no Distrito Industrial do Município.

Estavam também presentes o presidente da Codec, Fábio Lúcio Costa; prefeitos de municípios vizinhos e vários secretários municipais de Marabá.

A Intercorte acontece até esta quarta-feira, com palestras, seminários e workshops com especialistas em agronegócio, do Pará e outros Estados. Paralelamente, acontece uma feira de negócios do setor, em que grandes empresas apresentam inovações ao mercado em implementos agrícolas, medicina veterinária, transportes e outros.

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