Sedeme reúne com Reino Unido para incrementar cooperação com o Pará - PARÁ 2030
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Sedeme reúne com Reino Unido para incrementar cooperação com o Pará

Potenciais negócios e cooperações entre o Pará e o Reino Unido foram tema de reunião na manhã desta quarta-feira (23) entre representantes do governo inglês no Brasil e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

A comitiva inglesa, liderada pelo cônsul do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes, informou ao Secretário Adjunto da Sedeme, Alex Moreira, que a Inglaterra passa por uma revisão (e ampliação) de sua política de cooperação com outros países, especialmente da América do Sul, e os esforços no Brasil envolvem áreas estratégicas como educação, logística portuária e ferroviária e, principalmente, mineração (o consulado em Minas é o responsável pela articulação do Reino Unido com o setor de mineração de todo o Brasil).

Outras possíveis áreas de cooperação são meio ambiente e mudanças climáticas e ações para o desenvolvimento social de populações tradicionais.

Alex Moreira informou que algumas áreas possíveis para cooperação estão integradas pelo programa Pará 2030, que promove o desenvolvimento do Estado a partir de 14 cadeias econômicas prioritárias, entre as quais mineração, produtos da floresta e açaí. O Pará 2030 também é responsável pelo projeto da Ferrovia Paraense, que sairá de Santana do Araguaia até Barcarena, onde situa-se o porto exportador de Vila do Conde.

O diretor de Mineração da Sedeme, Wilton Teixeira, fez uma apresentação das potencialidades minerárias do Estado.

O Pará é o segundo maior produtor de minérios do país, atrás apenas de Minas Gerais (vai superior Minas em 2018 na produção geral). Já somos o maior produtor brasileiro de bauxita, cobre, manganês e caulim. E o segundo maior produtor de ferro e ouro. O Pará exportou mais de dez bilhões de dólares de produtos minerários em 2017.

“Nosso objetivo maior em relação à mineração é fechar cadeias industriais, verticalizando o minério, e não apenas exportar in natura”, ressaltou Alex Moreira. “Este é um princípio fundamental do Pará 2030: verticalizar aqui, gerando aqui empregos de qualidade e mais renda aos paraenses”.

Também foram apresentados à comitiva inglesa dados sobre Vila do Conde, o porto brasileiro mais perto de mercados como a Europa, os Estados Unidos e a China. Do porto de Santos para o porto de Rotterdam, por exemplo, são quinze dias e, para o porto de Xangai, 39. Do porto de Paranaguá são 15 e 40 dias, respectivamente. Já do porto de Vila do Conde são 12 e 32 dias para Rotterdam e Xangai.

FERROVIA

A diretora de Concessões da Sedeme, Marily Germano, atualizou os dados em relação à construção da Ferrovia Paraense, que ligará Barcarena a Santana do Araguaia, num total de 1.312 quilômetros atravessando 23 municípios.

A estruturação do Modelo de Concessão prevê Concessão Comum. Nesse modelo, a concessionária que vencer a licitação receberá do GEP a outorga para construção e operação da ferrovia e será ressarcida pelos investimentos feitos através do pagamento das tarifas ao longo do período de concessão, previsto para 50 anos, ao fim desse prazo o controle retornará para o Estado.

O custo total está estimado em 14 bilhões de reais. A diretora da DCON, Marily Germano, informou que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) já está aprovado e o Licenciamento Ambiental (Licença Prévia) está em andamento. O BNDES já manifestou interesse em financiar parte do projeto e doze termos de compromissos de carga foram assinados. A ferrovia terá capacidade  para transportar 170 milhões toneladas/ano. Esta matriz de demandas prevê principalmente a solução logística adequada para operações ainda não iniciadas.

ENERGIA SOLAR

O cônsul do Reino Unido também se interessou pelos projetos de energia solar implementados no Pará pela Sedeme (por meio de sua Diretoria de Energia). O projeto-piloto foi no estacionamento do Hangar, em Belém, inaugurado em março passado e que é o maior do Brasil no formato.

O secretário Alex Moreira disse que são grandes as potencialidades da energia solar no Pará, pois aqui há maior incidência anual de sol do que no resto do Brasil, e que a intenção é replicar o projeto do Hangar em outros órgãos e entidades, inclusive no interior do Estado. Alex destacou, ainda, que o Governo do Estado pretende verticalizar, em placas solares, a grande quantidade de silício no Pará.

O cônsul Thomas Nemes também demonstrou interesse em atividades (incluindo não apenas comércio, mas também transferência de conhecimento e tecnologia) envolvendo comunidades tradicionais.

Alex Moreira falou então da política do governo do Estado para que o açaí ganhe novos mercados e que, hoje, quase 100% do açaí produzido no Pará vem de áreas de várzea, perto dos rios. “Envolve, diretamente, as comunidades ribeirinhas, e pensamos que isto se coaduna com os critérios de investimentos de vocês nesta área”.

Ao final da reunião, acordou-se, como encaminhamento futuro, organizar um encontro diretamente com empresários e investidores ingleses. O encontro deve ser agendado para o segundo semestre.

Participaram também da reunião o diretor do Pará 2030, Daniel Mendes; a coordenadora de Relações Institucionais do Governo do Estado, Larissa Steiner Chermont; e o gerente de Desenvolvimento de Negócios para Mineração do Reino Unido no Brasil, Lucas Brown.287

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