Seminário traz troca de ideias pelo desenvolvimento sustentável - PARÁ 2030
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Seminário traz troca de ideias pelo desenvolvimento sustentável

O Seminário Caminhos do Desenvolvimento Verde na Agenda do Pará 2030, realizado durante a quinta-feira, numa parceria entre Governo do Estado e The Nature Conservancy, reuniu um grande público no auditório da Escola de Governança. O encontro foi protagonizado pela troca de ideias e experiências, em especial com a apresentação de um estudo da TNC onde foi possível espacializar o crescimento esperado pelos produtos desenvolvidos no Pará 2030 e ainda comprovar que existirá um ganho ambiental com restauração de áreas degradadas, sequestro de carbono e reaproveitamento de toda área consolidada do Estado.

O Pará 2030 é o plano estratégico com vistas ao desenvolvimento sustentável no Pará. Nele, são priorizadas doze cadeias produtivas e previsto um incremento no PIB estadual de até 5.3% ao ano, até 2030. O plano considera a redução de gases de efeito estufa e a redução do desmatamento, numa perspectiva de alcançar o desmatamento líquido zero até 2030.

Coordenadora regional para América Latina da Tropical Forest Alliance, Fabíola Zerbini fez uma observação inicial que foi a tônica do encontro, a de que é necessária uma união entre setores para que os objetivos de desenvolvimento sejam alcançados. “Sem uma união de setores, teoricamente divergentes, não alcançaremos essas metas do Pará 2030, que são muito globais”.

Representante do Governo do Pará no seminário, o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Eduardo Leão salientou que a necessidade de investimentos é premente, o que foi de acordo dos presentes. Ele observou o quanto é importante estudos de viabilidade para referendar as iniciativas como o Pará 2030.

“O estudo foi claro, demonstrando que o crescimento da agricultura no Para, depende do melhor uso do solo na pecuária, ou seja, é preciso investir na pecuária intensiva, onde deixaremos de ter 0,7 cabeças de gado por hectare e passemos a um patamar perto de 2 cabeças por hectare” disse. “Pela primeira vez a gente vê um estudo que comprove o crescimento desse setor produtivo, o agropecuário, baseado em indicadores de recuperação ambiental”, completou Leão.

O seminário debateu sobre o cenário do uso da terra, seus custos de implantação para fortalecer a sustentabilidade do PA 2030 e sua capacidade de atração de investimentos são alguns dos objetivos do seminário.

Diretor executivo da Louis Dreyfuss Company, referência mundial no agronegócio, Luís Barbieri defende a empresa ao afirmar que ela procura se comprometer com as populações das áreas e cidades onde atua. “Dentro do Pará temos um pilar que é a reformulação dos locais dentro da nossa área de atuação, com pessoal do Pará. É uma diretriz da empresa o desenvolvimento dos nossos parceiros locais”.

Também falando pelo setor produtivo, Flávio Carminati, um dos proprietários do grupo Juparanã, em Paragominas, um dos maiores produtores de soja do Pará, defendeu a agricultura como forma de potencializar outras cadeias produtivas. “A agricultura vem ajudando a potencializar as outras áreas, inclusive as da pecuária. Hoje em dia, por exemplo, antes de comprar a soja o produtor tem que apresentar o CAR (Cadastro Ambiental Rural), o que tem ajudado a conscientizar a todos que estão nessa cadeia”.

A questão indígena foi defendida por Concita Guaxipiguara Sompré, que fez questão de deixar claro que não há impedimento entre desenvolvimento e conservação. Da etnia gavião e representante da Federação dos Povos Indígenas do Pará, Sompré afirmou que “Os povos indígenas não são obstáculos contra o desenvolvimento do Pará. Mas, temos que construir juntos essa agenda. Tem que haver equilíbrio e diálogo com os povos da região. Todos os caminhos são viáveis. Quando há um impedimento, podemos construir uma ponte”.

A ressalva que Concita Sompré fez foi quanto a necessidade de qualificação, o que está previsto no Pará 2030, através do Pará Profissional, que foi criado no final de 2016 e nesses poucos meses já qualificou mais de 1 mil pessoas em 20 municípios paraenses. “É preciso empoderar a participação dos povos indígenas no Programa Pará 2030 com qualificação, apoio às cooperativas, entre outras coisas”.

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